Seleção sofre mais gols pós-Copa do que em todo ciclo de Tite

A forte pancada sofrida pelo Brasil contra a Argentina, em goleada que inclusive ameaça o futuro da comissão técnica de Dorival Júnior, serviu para exemplificar a imensa diferença entre a atual seleção e a dirigida por Tite até a Copa do Mundo de 2022.

Com os quatro gols sofridos em Buenos Aires, o Brasil chegou a 31 no atual ciclo, iniciado por Ramon Menezes e depois continuado por Fernando Diniz antes da chegada de Dorival. Tal número é maior do que os 30 que a seleção de Tite sofreu em mais de seis anos de trabalho.

Hoje sem clube desde que deixou o Flamengo, Tite assumiu a seleção brasileira em junho de 2016 e permaneceu até dezembro de 2022. Da estreia até o último jogo, passou por duas edições das eliminatórias, disputou a Copa América duas vezes e também as Copas de 2018 e 2022. Em 81 jogos, foram 60 vitórias, 15 empates e seis derrotas, com 174 gols a favor e 30 contra.

A situação mudou consideravelmente desde então. Sob comando de Ednaldo Rodrigues, o Brasil iniciou 2023 com o comando interino de Ramon Menezes, passou para o também temporário Fernando Diniz (enquanto este treinava o Fluminense) e mudou para Dorival Júnior, há mais de um ano no cargo.

Neste período, a seleção foi a campo 25 vezes, com dez vitórias, oito empates e sete derrotas. Sofreu 31 gols: sete com Ramon, sete com Diniz e 17 pelas mãos de Dorival. Agora, está perto de mais um recorde negativo.

São 16 tentos sofridos nas atuais eliminatórias, a beira de atingir o maior número desde que o torneio passou a ser disputado no atual formato. Na classificatória para as Copas de 2002 e 2006, o Brasil foi vazado 17 vezes.

Os 16 atuais, por sinal, igualam o desempenho defensivo da seleção nas duas últimas eliminatórias, ambas sob o comando de Tite. No início da campanha de 2015 e 2016, o time também foi dirigido por Dunga.

Com ou sem Dorival no comando, é certo que o Brasil tem mais quatro partidas a fazer nas eliminatórias. Em junho, visita o Equador e depois recebe o Paraguai. No segundo semestre, em setembro, é a vez dos embates contra o Chile, em casa, e Bolívia, fora.

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