Como chegam os rivais de brasileiros na Libertadores e Sul-Americana

A aguardada semana de abertura das fases de grupos de CONMEBOL Libertadores e CONMEBOL Sul-Americana enfim chegou. E, com ela, a ânsia de torcedores brasileiros saberem mais sobre os times que vão enfrentar, sobretudo na estreia dos torneios mais importantes da América do Sul.

Com exceção a Bahia e Internacional, que fazem duelo caseiro na próxima quinta-feira (3), em Salvador, os outros 12 clubes do Brasil medirão forças contra equipes estrangeiras. São rivais argentinos, chilenos, venezuelanos, paraguaios, equatorianos, colombianos e peruanos.

Como essas equipes chegam para a rodada que abre o futebol sul-americano? Muitos estão em alta e já até foram campeões em 2025, como o Racing, rival do Fortaleza, ou lideram as ligas locais com facilidade, caso do Deportivo Táchira, oponente do Flamengo.

Mas outros vivem uma crise instaurada por péssimos resultados, situação enfrentada pelo Sportivo Luqueño, que enfrenta o Grêmio, pela Sul-Americana. Quer saber mais de cada equipe? Veja abaixo a situação em que cada um se encontra:

LIBERTADORES

Racing – rival do Fortaleza (terça, 21h30)

O Racing é sem dúvida um dos times mais fortes da Argentina no momento, embora a atual temporada não seja grande coisa em aproveitamento. São sete vitórias, um empate e seis derrotas em 14 jogos disputados até aqui. O último deles acabou em revés, por 2 a 1, para o Independiente Rivadavia, pela liga argentina.

Mas não é bom subestimar o 3-5-2 de Gustavo Costas, que já veio ao Brasil em 2025 e aprontou para cima do Botafogo, ao conquistar, com duas vitórias, o título da CONMEBOL Recopa. A 10ª posição em seu grupo no Campeonato Argentino preocupa, mas a tendência é que o time demonstre mais força na Libertadores.

Primeiro adversário do atual campeão, a Universidad de Chile faz um início de temporada oscilante, mas com bons momentos. São cinco vitórias, um empate e três derrotas somando todas as competições (Campeonato Chileno, em que está em 8º lugar, e Copa do Chile, torneio em que ocupa a vice-liderança do seu grupo).

Chega para a estreia na Libertadores após derrota para o Everton, na quinta-feira passada (27). O técnico Gustavo Álvarez rodou algumas peças da equipe, mas manteve o esquema 3-5-2. Pelas características, La U faz muitos gols (20) e sofre poucos (oito), o que aumenta a dificuldade para os botafoguenses.

Talleres – rival do São Paulo (quarta, 21h30)

Dirigido por Alexander Medina (ex-Internacional), o oponente do São Paulo na abertura da Libertadores vive fase ruim. Algoz tricolor em 2019, o Talleres tem apenas uma vitória em 12 jogos no ano, com um número grande de empates (sete) e também quatro derrotas. Marcou apenas nove gols e sofreu 12, o que indica fragilidade defensiva. A última vitória foi em 13 de fevereiro.

Sua partida mais recente foi neste domingo (31), quando ficou no 1 a 1 com o Belgrano, pela 11ª rodada do Campeonato Argentino. A sina de empatar muito rendeu a eliminação nos pênaltis na Copa Argentina, para o modesto Armenio, mas também a única alegria no ano: o título da Supercopa Internacional, também nas penalidades, sobre o River Plate.

Sporting Cristal – rival do Palmeiras (quinta, 19h)

O Sporting Cristal chega “leve” para encarar o Palmeiras na abertura do Grupo G. No sábado (29), aplicou 5 a 0 no Binacional e recuperou-se de duas derrotas seguidas no Campeonato Peruano. A equipe está em 6º lugar apenas, com dez pontos, atrás por exemplo de Melgar (rival do Vasco na Sul-Americana) e Alianza Lima (do grupo do São Paulo na Libertadores).

A temporada até aqui não indica grandes pontos fortes da equipe de Guillermo Farré, que joga na maior parte do tempo em um tradicional 4-4-2 e tem o centroavante Martín Cauteruccio como principal arma ofensiva. É uma equipe que não se arrisca tanto ofensivamente, mesmo quando joga em casa.

Além da logística dura de ir até a Venezuela logo de cara, o Flamengo terá pela frente uma equipe que anima o torcedor neste início de temporada. Atual campeão nacional, o Deportivo Táchira manteve o embalo do ano passado e lidera o Campeonato Venezuelano no momento, com 18 pontos após nove rodadas.

A equipe de Edgar Pérez Greco vem de vitória por 3 a 2 sobre o Estudiantes de Mérida, fora de casa, e animada por uma série positiva. Não perde desde 15 de fevereiro. A equipe é normalmente escalada em um 4-2-3-1 e conta com um forte sistema defensivo em casa, onde só foi vazado duas vezes em 2025.

SUL-AMERICANA

Unión – rival do Cruzeiro (terça, 19h)

É uma estreia fora de casa e na Argentina, o que sempre é um fator complicador, mas, em termos de resultado, o Santa Fe não oferece tanta resistência ao Cruzeiro. São apenas três vitórias em 12 jogos na temporada, desempenho ampliado com dois empates e sete derrotas. Sofreu mais gols (14) do que fez (dez).

Está na 13ª posição de seu grupo no Campeonato Argentino, com apenas oito pontos em 11 rodadas, e chega para a estreia na Sul-Americana pressionado pelos maus resultados: perdeu três dos quatro jogos mais recentes. A única vitória foi contra o Banfield, em 17 de março. O técnico é Kily González, ex-jogador da seleção e que monta seu time com linha de cinco atrás.

Once Caldas – rival do Fluminense (terça, 21h30)

O adversário do Fluminense jogaria neste fim de semana, contra o Envigado, pela 11ª rodada do Campeonato Colombiano, mas a partida foi adiada. Assim, chega supostamente mais descansado que o Tricolor, que estreou no Brasileirão em Fortaleza e irá direto a Manizales para se preparar.

Em 2025, o Once Caldas empata pouco (apenas uma vez), mas oscila entre vitórias (seis) e derrotas (cinco). Tem dificuldades defensivas, expostas pelos 15 gols sofridos e apenas 12 marcados. O técnico Hernán Herrera gosta de jogar no esquema 4-2-3-1, privilegiando pontas rápidos e jogadas para o veteraníssimo Dayro Moreno, de 39 anos, campeão da Libertadores de 2004 pelo clube.

Cienciano – rival do Atlético-MG (terça, 21h30)

O adversário do Atlético-MG na estreia da Sul-Americana faz um começo bem discreto de campanha em 2025. São seis jogos, com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas, o suficiente para ocupar a bastante modesta 13ª posição no Campeonato Peruano. A atuação mais recente foi no dia 23, com empate sem gols contra o Los Chankas.

Dirigido pelo argentino Cristian Díaz desde agosto, o Cienciano mostrou diversas facetas táticas na temporada. Já foi dos três zagueiros aos três atacantes, às vezes na mesma partida, então é difícil imaginar como será a formação nesta terça-feira. Certo é que o Galo pode se aproveitar, pois os peruanos têm uma média de quase dois gols sofridos por partida (11 em seis jogos).

Huracán – rival do Corinthians (quarta, 19h)

O Corinthians pode e deve esperar uma pedreira na partida que abre a fase de grupos da Sul-Americana. Isso porque o Huracán tem apenas uma derrota em 12 jogos na temporada. No mais, soma sete vitórias e quatro empates, com 15 gols a favor e cinco contra.

A campanha coloca o Huracán com a terceira melhor campanha do grupo no Campeonato Argentino, atrás somente de Tigre e Boca Juniors (para quem perdeu seu único jogo em 2025). O comando é do veterano técnico Frank Kudelka, que monta seu time no 4-2-3-1 e tem o volante Victor Cantillo (ex-Corinthians) e o atacante Ramón Ábila (ex-Cruzeiro) como referências.

Melgar – rival do Vasco (quarta, 19h)

Se depender do Melgar, o Vasco encontrará dificuldades em seu retorno aos torneios sul-americanos. O rival é justamente líder do Campeonato Peruano, com cinco vitórias em cinco rodadas. Poderia estar na fase de grupos da Libertadores, mas acabou eliminado pelo Cerro Porteño, do Paraguai.

Após a decepção de deixar o maior torneio da América, o Melgar junta os cacos para brigar por classificação na Sul-Americana. Em campo, o técnico Walter Ribonetto costuma adotar o esquema 4-2-3-1 e jogar em função de seu camisa 10, Tomás Martínez, argentino de 30 anos e que é responsável por ditar o ritmo do time.

Na partida que marca sua volta a torneios continentais, o Vitória terá pela frente a Universidad Católica de Quito. Em 2025, a equipe faz uma campanha ruim, com duas vitórias, quatro empates e uma derrota entre Campeonato Equatoriano e fase prévia da Sul-Americana, onde eliminou o Aucas, nos pênaltis, após empate sem gols.

Dona de um dos elencos menos valiosos do torneio, a Universidad de Quito ocupa apenas a 5ª posição na liga do Equador, com nove pontos em seis rodadas, mas chega para encarar o Vitória após perder para o Vinotinto, por 3 a 2. O técnico Diego Martínez dá preferência ao esquema 4-2-3-1.

Sportivo Luqueño – rival do Grêmio (quarta, 21h30)

O primeiro rival do Grêmio oferece pouquíssima resistência na atual temporada. Entre a fase prévia da Sul-Americana e o Campeonato Paraguaio, são três vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 12 jogos. A equipe fez apenas nove gols e sofreu 14, ou seja, acima de um por partida.

Sem vencer há dois jogos, após derrota para Guaraní e empate com o Sportivo Ameliano, o Luqueño é apenas o penúltimo colocado no Apertura do Paraguai, dois pontos acima do lanterna Nacional. O comando é de Gustavo Morínigo, adepto do tradicional 4-4-2 e que no Brasil passou por Coritiba, Ceará, Avaí e Remo.

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