Vaiado pelos torcedores após o empate sem gols com o Sport, na estreia do Brasileirão, o técnico do São Paulo Luis Zubeldía minimizou a pressão às vésperas da estreia na CONMEBOL Libertadores. Nesta quarta-feira (2), o Tricolor visita o Talleres, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Mario Kempes, na Argentina, com transmissão ao vivo do Disney+.
Em entrevista exclusiva à ESPN, Zubeldía minimizou a importância do jogo contra o Talleres para o futuro no comando do São Paulo e destacou que os resultados ruins também fazem parte do futebol, citando times que também tropeçaram nas estreias no Brasileirão, como Santos e Palmeiras. O técnico também relembrou o início de trabalho em 2024 para mostrar que a dificuldade é a mesma.
“Se for pelo contexto do que você está falando [chance de demissão], não sei te dizer. Se é porque é a nossa estreia na Libertadores, cada partida de cada rodada é super importante. Cito um exemplo: quando assumimos o time contra o Barcelona-EQU em Guayaquil. Tive um treino tático e uma conversa por vídeo. E tinha que armar bem a equipe porque se perdêssemos seriam duas derrotas e estaríamos muito complicados na Libertadores. E depois do Barcelona-EQU, ganhamos do Cobresal no Chile. Ou seja, vencemos duas partidas seguidas. Para mim essas duas partidas não tinham um preço menor do que a de agora”, comentou.
“Todas as partidas têm um preço alto. Para todos. E isso não acontece só no Brasil, acontece em todos os lugares. Recém começamos o Brasileirão, e é assim. Alguns empataram, perderam, venceram. A temporada está começando, mas eu sempre ponho um preço importante em cada jogo, porque estamos no São Paulo. Há pressão. O que eu não tenho que fazer é me colocar como vítima. Se você olhar o Talleres em detalhes, está complicado. Se você olhar os detalhes do Vitória, que perdeu na primeira rodada, está complicado, do Santos, do Palmeiras. Porque o futebol hoje é assim”, completou.
Em relação as críticas dos torcedores, Zubeldía reconheceu que a estreia do São Paulo no Brasileirão não foi boa, mas que o foco agora é na abertura de campanha na Libertadores.
“Agora, nós aqui dentro, temos que jogo a jogo fazer o melhor possível. Não estou me fazendo de vítima: ‘Ah, como me criticam, como me cobram’. Eu, se fosse torcedor do São Paulo, não ficaria feliz de empatar na primeira rodada contra o Sport. Depois veria como me expressar como torcedor, mas não ficaria feliz. Então porque eu, como treinador, ficaria? Agora, a Libertadores é outra coisa, é outro campeonato. É muito difícil jogar como visitante, você tem que ir jogo a jogo apresentado uma equipe bastante intensa e tentando somar pontos como visitante porque é muito importante”, afirmou.
Anunciado em abril do ano passado para o lugar de Thiago Carpini, Zubeldía tem 63 partidas como treinador do São Paulo, com 29 vitórias, 17 empates e 17 derrotas. Na Libertadores de 2024, assumiu o time ainda na fase de grupos e levou até as quartas de final, quando o Tricolor parou no Botafogo, futuro campeão, nos pênaltis.